Fique ligado #10



Olá pessoal! Este post está completamente cheio de livros, alguns já lançados, outros que ainda serão lançados. Tem muitos livros legais, e de todos os estilos possíveis para o agrado de todos os leitores. Só falta tempo e dinheiro para conseguir ler todos. E vocês, quais são os seus desejados?

                    

                    

                    

          


                    




Resenha: Postais do coração - Ella Griffin


Sinopse: Saffy tem um trabalho incrível em uma agência de propaganda em Dublin. Ela tem sua difícil mãe a uma distância segura. E ela acredita que seu namorado ator Greg — o próximo Colin Farrell — finalmente irá pedi-la em casamento. Conor admira a linda Jess. Mas depois de sete anos e gêmeos, ela ainda não se casará com ele. Ele passa os dias ensinando adolescentes terríveis e as noites escrevendo o livro que espera que mude tudo — inclusive a mente dela. Mas está difícil de alcançar finais felizes...
O livro gira em torno da vida dos casais Conor e Jess e Saffy e Greg. Ella Griffin aborda em seu livro os relacionamentos, sejam eles familiares, amorosos ou mesmo profissionais.
Devo dizer que gosto de livros assim, que abrange um número grande de personagens pois é impossível ficar monótono ou chato. Mas este livro é tão grande, mas tão grande – não no tamanho, mas na história – que, para mim, acabou ficando meio cansativo.
Postais do coração é dividido em três partes. A primeira ocupa-se de nos introduzir a vida dos dois casais, introduzir as pessoas relacionadas a eles e explicar-nos todos estes relacionamentos. Apesar de ter sido uma parte bem agradável devido as novas descobertas, acho que a autora pecou em alguns momentos pois a narrativa nem sempre mantém o mesmo ritmo. Em alguns momentos, as cenas são lentas e descritivas e em outras são rápidas. Na verdade, a trama final desta primeira parte é bem rápida e isto me incomodou um pouco.
A segunda parte e a terceira parte me agradaram bastante. Temos o desenvolvimento das ações que aconteceram na primeira parte e acho que a autora soube levar bem este desenvolvimento. Não foi nada previsível, o que eu realmente adorei.
Não tive problemas com os personagens pois nisto eu posso dizer que a Ella acertou em cheio. Os personagens tem vida própria. Vemos o desenvolvimento deles, alguns mudando devido as experiências que tem ao longo da trama, outros que você enxerga perfeitamente que não mudaram em nada. Cada um com suas características próprias.
No geral, achei a ideia da autora muito legal. Gosto de livros que abrangem várias vidas e que tudo se mostra meio que entrelaçado. Porém, em alguns momentos, ela realmente correu com os acontecimentos. É um livro cheio de reviravoltas e com muitos personagens, então, para alguns leitores, a leitura pode ser realmente cansativa. Mas ainda assim eu indico. Principalmente para aqueles leitores que gostam deste tipo de livro.


Vale a pena assistir #8 Lola

Oi! Mais um Vale a pena assistir e desta vez o post é sobre um filme. O filme chama-se Lola (em português) mas o título original é LOL: Laughing out loud.



Assisti este filme pois gosto de alguns trabalhos de Miley e estava curiosa sobre este. E eu realmente amei. Não fui surpreendida, nem nada do tipo, mas o filme é bom. Um filme tipo sessão da tarde, agradável e leve. Para aquelas pessoas que gostam de ler livros do gênero YA, eu totalmente recomendo este filme. Até porque ele se enquadra neste gênero.
O filme tem um enredo bacana. Ao mesmo tempo em que aborda a tecnologia e a vida dos adolescentes, ele também aborda questões familiares e relacionamentos. Como eu disse, não é nada tão surpreendente mas ainda assim é bem agradável e gostoso de assistir.
O filme também tem vários cenários legais. Os personagens, também são bem estilosos e tem características fortes, não parecendo tão superficiais.
Este filme é a versão americana da comédia francesa Rindo à toa, de 2008. Apesar de ter curtido este, soube que a versão francesa é bem melhor e vou tentar assistir também. Enfim, Lola é um filme que eu achei muito fofo e adorei. Sei que tem gente que odiou, e outros que irão odiar.. mas, para mim, vale a pena assistir!
Lola (Miley Cyrus) namora Chad (George Finn). Ele têm uma banda e ensaia quase todos os dias para o grande show da escola. Tudo ia muito bem entre eles até Lola descobrir que Chad é na verdade um galinha. Para piorar suas notas na escola vão de mal a pior. Sua mãe (Demi Moore) está tão brava com as confusões de Lola que não vai mais deixar ela ir à Paris no final do semestre com a escola. Só que as coisas ficam ainda mais complicadas quando Lola percebe que Kyle (Douglas Booth), seu melhor amigo, pode ser muito mais que isto. O que fazer agora, se todos eles só pensam em se divertir e curtir?


Resenha: 9 minutos com Blanda - Fernanda França


Sinopse: Ótimo panorama. A minha mãe e a minha sogra planejavam o meu casamento, eu nem sequer sabia se o meu namorado queria se casar comigo e eu não parava de pensar em um cara cujo nome eu desconhecia. Naquele momento, pensei: “Sou a pior espécie de mulher que já existiu, mas não posso desistir de mim mesma, senão estou perdida”. Decidi dar uma chance para o que é real e tentar esquecer a história de cinema com o gerente de banco que era baterista. Até porque história de cinema é escrita para cinema e só acontece no cinema. Seria diferente comigo?

Sabe aquele livro gostoso de ler, engraçado e que ainda é super rapidinho? Bem, “9 minutos com Blanda” é exatamente assim. Leitura rápida, narrativa fluída e com uma protagonista cativante.
Blanda é uma advogada que está a procura de emprego, mas, devido à sua sinceridade e por não gostar de enrolação, a procura por emprego não está sendo nada fácil. Ela tem uma mãe que se veste mal e é meio doida além do seu gato Freddy. E também tem Max, seu “namorado”. Blanda acha que gosta dele, então, decide enfrenta-lo de uma vez e nisto, ela acaba visitando a sogra e acaba de tornando noiva de Max de uma hora para outra. Como se não fosse o suficiente, ela acaba por conhecer em um inusitado episódio no banco, o gerente bonitão que também é baterista de uma banda. E é assim, que a vida de Blanda vira definitivamente de cabeça para o ar.
9 minutos com Blanda” é um chick-lit cativante e delicioso de ler. Com personagens muito engraçados e divertidos, que conquistam o leitor logo de cara. Adorei todo o cuidado que a Fernanda teve com cada personagem e com o rumo deles na história.
Em alguns momentos eu me senti realmente surpreendida pela autora pois, apesar de o final ser previsível, a maneira como a Fernanda França chegou até ele foi surpreendente. A Blanda tem todo um desenvolvimento ao longo do livro e vemos o amadurecimento da personagem. E isso foi o que mais me agradou no livro.
Enfim, é uma leitura super indicada. Livro curto, leve e gostoso de ler. Para quem é fã de chick-lit, não perca a chance de ler “9 minutos com Blanda” da autora nacional Fernanda França.



Giveaway hop: O amor na literatura



Baseado nos Giveaway Hop que o blog I am a reader, not a writer faz internacionalmente.


Este Giveaway hop é em comemoração ao Valentine's day (14/2). Para países como Estados Unidos, Canadá, França, Reino Unido, México, etc, neste dia é celebrado o dia de São Valentim. É uma data especial para os casais de namorados e para celebração do amor. Então, nada mais justo do que dar a chance de vocês terem também alguns livros de romance.
Aqui neste blog será sorteado um exemplar do livro Lola e o garoto da casa ao lado.
Não perca os outros blogs participantes deste hop!

Aprendendo com meus erros
Viaje na Leitura
Thay Priscilla
Ler e Imaginar
Este já li


Observações:Promoção válida até o dia 23/2.
O prazo de envio dos prêmios aos ganhadores é de até 30 dias úteis.
Qualquer dúvida em relação a esta promoção pode ser deixada nos comentários que iremos responder.
Boa sorte!

Vale a pena assistir #7 Hart of Dixie


Oi! Estou aqui com mais um post da coluna Vale a pena assistir, desta vez é sobre a série Hart of Dixie. Uma série que eu adoro muito e acompanho desde que estreou na CW.


A série conta um pouco da vida da Dra. Zoe Hart e de como ela deixa a sua amada cidade de NYC para ir trabalhar no Alabama. A série possui até agora duas temporadas. É uma série muito engraçada e divertida. Ao mesmo tempo em que é uma série médica - afinal Zoe é uma médica - também aborda temas sobre cidades pequenas, culturas do interior, etc. Os personagens também são muito bem explorados e garanto que vão te conquistar. Além disto, a série tem um elenco incrível e muito, mas muito bonito. Os garotos irão adorar as personagens de HoD, e para as meninas, HoD tem vários atores lindos.
Como eu disse, a série é bem diversificada. Tem um pouco de assunto médico, diversão, cultura de cidade pequena, e claro, romance. Adoro comédias românticas e HoD tem um pouco disso. Logo que começa a acompanhar já tomamos um team sobre o par de Zoe. No meu caso, sou totalmente team Zade.
Enfim, os episódios em geral não tem muita ligação um com o outro. E acho que é isso foi o que mais me conquistou. Não é preciso lembrar de todos os detalhes de episódios anteriores para continuar acompanhando a série. É uma série leve, divertida, uma das minhas preferidas, e que eu recomendo. Com toda a certeza, vale a pena assistir.

*HoD significa Hart of Dixie
Sinopse: Zoe Hart é uma médica nova-iorquina recém-formada que acha que já tem seu futuro todo planejado: depois de se formar em primeiro lugar na faculdade de Medicina, ela pretende seguir os passos do pai e se tornar uma cirurgiã cardíaca. Mas quando seus sonhos desmoronam, Zoe decide aceitar a oferta de um estranho, o Dr. Harley Wilkes, para trabalhar com ele em sua pequena clínica em Bluebell, Alabama.


Resenha: A passagem do Anjo - John Sack

O livro nos conta a história de Ângelo Lorenzini, um nobre descendente de uma linhagem de lobos que tem como herança deixada por seu avô, ser um lobisomem. A narrativa se passa na Itália do século XIII, e o autor utiliza-se de acontecimentos históricos, nomes de papas e monarcas que realmente existiram como Bento e Felipe - O Belo para tornar a história bem detalhista e realista .
Em grande parte do livro, Angelo se encontra encarcerado em sua prisão, onde tudo o que faz é recordar de sua vida. Devido a isso, é possível observar que muitos dos pensamentos e opiniões descritos são frutos das lembranças de Ângelo e podem não ter ocorrido exatamente como foram descritas. Lorenzini nos conta toda a sua vida depois da perda de seu pai Iacobello, descreve sua juventude na cidade de Todi com sua mãe Lúcia, seus estudos com seus tutores e seus envolvimentos com mulheres proibidas, dentre elas sua própria irmã mestiça, que também possuía a herança de seu avô. No meio do livro, a história se alterna com Angelo estando ora em sua prisão, ora em suas recordações tanto no monte Laverna em sua busca espiritual, quanto na torre Del Lupo, que pertencia a família, onde ele encontrou seu verdadeiro amor, Maria Vidone, com quem teve um filho ,Tino, que também era descendente da linhagem de lobos. Depois de passar 7 anos vivendo como lobo na companhia de seu avô Lorenzo, e de passar vários anos preso, Angelo termina sua vida vivendo em paz com sua amada Maria e seu filho Tino, em uma cabana na floresta.
Na minha opinião este é mesmo um livro surpreendente, quando o leitor pensa que não há mais nada para acontecer percebe que os problemas só estão no começo, o excesso de detalhes históricos deixam o livro cansativo ,daqueles que você demora muito tempo para terminar de ler uma página, sem contar as várias cenas fortes que acabam por deixar o livro bem distante da proposta de ficção e mais próxima da tragédia.


Resenha escrita por Aline Ottobone Brandão

Resenha: Extraordinário - R. J. Palacio

Primeiro lugar da lista de best-sellers do The New York Times, eleito um dos melhores títulos YA de 2012 nos Estados Unidos, o premiado livro de estreia da americana R. J. Palacio traz à tona a luta contra o preconceito ao contar a história de um menino de 10 anos que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial.
Narrado da perspectiva de August e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade – um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo.
August é um menino de 10 anos que nasceu com uma síndrome genética e, como sequela, teve uma deformidade facial. Ele já está acostumado com os olhares de surpresa das pessoas e o modo como tentam desviar o olhar deu seu rosto. Mas quando sua mãe tem a ideia de coloca-lo em uma escola, Auggie não aceita a ideia no começo. Mas Auggie muda de ideia e pretende estudar em uma escola como todos os outros. É um menino esperto, inteligente e muito decidido. Sabe que a escola não seria fácil, mas ainda assim, continua firme e forte apesar de todas as barreiras que a vida na escola lhe impõe.
O livro é dividido em oito partes e cada parte tem um narrador. Auggie é o narrador principal, que nos introduz à sua vida de menino. Este personagem é fantástico! Apesar de eu geralmente não me familiarizar muito com personagens infantis, August é capaz de conquistar qualquer leitor com a sua inocência e a sua sinceridade. É um menino muito gentil, que sofre com todas as sequelas deixadas pela síndrome, e também é bem inteligente. Infelizmente, a probabilidade não estava a favor de August, uma vez que a probabilidade de ser assim como ele é de uma em um milhão. Mas ainda assim, ele é um menino alegre, que conquista qualquer pessoa que se dê a chance de conhecê-lo melhor.
Quando chega a idade de as crianças frequentarem as escolas, é muito comum sofrer de ansiedade e medo. Afinal, não é fácil estar em um ambiente novo com pessoas novas. Para August, que nunca frequentou uma escola antes, é ainda pior tentar se juntar à multidão pois ele sabe como as pessoas olham para ele e como sempre é o centro das atenções. Apesar de seu esforço para esconder o rosto com o cabelo comprido, ele começa a frequentar a escola e sabe que é o alvo das fofocas. Em muitos momentos, senti pena do garoto, por sofrer tanto nas mãos dos outros alunos, por ser alvo das conversas, das piadas, das brincadeiras de mau gosto. Chorei em vários momentos enquanto Auggie, firme e forte, narrava seus dias de escola. É impossível não se emocionar com a vida deste garoto.
"Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo." 
Sua narração sincera deixa o leitor sensível aos episódios que ocorrem com ele. Em vários momentos, deu-me vontade de entrar no livro e dar broncas nos outros meninos. Inevitavelmente, me enchi de um sentimento protetor em relação ao Auggie. Achei incrível como a autora foi capaz de transformar antes o sentimento de pena, que senti inicialmente quando August nos revela sua deformidade, em um instinto protetor em relação à ele. E é tudo tão real, tão vívido, que acaba se tornando uma leitura muito tocante.
As partes que não são narradas pelos Auggie, são narradas por alguém relacionado à ele. Seja um colega de escola ou mesmo sua irmã, Olivia. Também achei fantástico a autora ter separado capítulos narrados por diferentes personagens pois dá abertura ao leitor para descobrir realmente o que o personagem sente em relação ao August. E estas partes do livro acabaram se tornando uma verdadeira surpresa para mim. A maior surpresa foi Olivia, que é irmã de August, se mostra protetora em relação ao irmão mas ao mesmo tempo se sente culpada pelo inevitável sentimento de ciúmes e vergonha.
No geral, o livro nos mostra as dificuldades de August em ser tratado como uma pessoa normal. Mas também nos mostra que a sociedade muitas vezes não está preparada para lidar com qualquer diferença que outra pessoa possa ter. Neste livro, a diferença é a deformidade facial de August mas também há outras várias diferenças que as pessoas às vezes tem dificuldade em aceitar.
O livro é fantástico, perfeitamente escrito, e superou todas as minhas expectativas. Com uma narrativa fácil e cativante, reconhecemos que a vida de Auggie não é nada fácil mas ele não se deixa desanimar. Um personagem exemplar, e completamente extraordinário, que vai te conquistar se você se der a chance de conhecê-lo também.



Leia o primeiro capítulo do livro e, se gostar, aproveite e reserve seu livro! Compare os preços aqui.

Vale a pena assistir #6 The Carrie diaries



Oi! Mais um post da coluna Vale a pena assistir. Desta vez a série é The Carrie diaries, uma série que acabou de estrear no mês de janeiro e já está fazendo muito sucesso.

Adorei os episódios que assisti até agora. A série aborda a vida da Carrie, com a chegada de um garoto novo no colégio e com seu novo estágio na Cidade. A série é muito estilosa, vemos isto nas roupas que a Carrie começa a usar e com todo o visual da Cidade. Simplesmente amei tudo, desde os visuais, o enredo e principalmente os personagens. Estou ansiosa por mais episódios e eu totalmente recomendo. Vale a pena assistir ;)



É 1984 e a vida não está fácil para Carrie Bradshaw, de 16 anos. Desde que a mãe morreu, a irmã de Carrie, Dorrit, está mais rebelde do que nunca e o pai das meninas, Tom, está sobrecarregado com a responsabilidade de, de repente, ter que cuidar de duas adolescentes sozinho. Os amigos de Carrie – a doce e nerd Mouse, a sarcástica e cheia de si Maggie e o sensível Walt – tornam a vida mais suportável, mas vivê-la no subúrbio de Connecticut não está ajudando muito a mantê-la longe dos problemas. E ainda que a chegada de um estudante bonito e sexy que acaba de ser transferido, o Sebastian, traga alguma emoção à sua vida, Carrie continua lutando para superar a dor. Então, quando Tom oferece à Carrie uma oportunidade de fazer estágio em uma firma de Direito em Nova Iorque, ela se entrega a essa chance. Os olhos de Carrie estão bem abertos para o glamour de Nova Iorque – e quando ela conhece Larissa, a editora de estilo da Interview Magazine, ela fica inspirada com o mundo cultural e único que envolve o universo de Larissa. A família e os amigos de Carrie têm espaço especial em seu coração, mas, pela primeira vez, ela se apaixona de verdade pelo homem da vida dela: Manhattan.



Resenha: O lado bom da vida - Matthew Quick

Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez. Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.
Desde que eu soube que o livro seria lançado e que tive conhecimento sobre o filme e sobre as nomeações ao Oscar, eu sabia que não era um livro qualquer. Apesar de não ser o meu estilo favorito de leitura, resolvi ler O lado bom da vida devido às resenhas positivas que já tinha lido e devido também ao fato de eu ter adorado o trailer do filme.
O livro é narrado pelo personagem Pat, um homem que acaba de sair do que ele chama de “lugar ruim” – que na verdade é um hospital psiquiátrico - e onde ele imagina ter ficado apenas alguns meses. Pat é quieto, na sua, e está determinado a conseguir a esposa Nikki de volta. Devido a isto, ele malha muito, faz suas corridas diárias e vários outros exercícios para manter a forma e agradar Nikki. Ele também começa a ler livros que faziam parte da vida de Nikki, uma vez que ela era professora de Inglês. E, além disso, ele também tenta ser mais gentil com as pessoas. Tudo isto para ser um marido melhor para Nikki e pôr fim ao que ele chama de “tempo separados”.
Porém, ele não se lembra de como foi parar no “lugar ruim” e quando ele volta para a casa dos pais, percebe que sua mãe esconde vários objetos e várias verdades de Pat. Verdades que vão sendo reveladas ao longo do livro e que são a respeito do que aconteceu com Pat e Nikki e de como ele foi parar no hospital. Ao mesmo tempo em que ele começa a descobrir mais sobre seu passado, ele acaba por conhecer Tiffany, uma mulher que é totalmente o oposto dele e que insiste em persegui-lo em suas corridas diárias.
Contar mais sobre o livro seria muito chato, pois este é exatamente o tipo de livro que você tem que acompanhar o protagonista e ir descobrindo mais sobre os mistérios juntamente com ele. É incrível o desenrolar do livro e como o autor fez a vida de Pat parecer exatamente como é a proposta do próprio protagonista. Em alguns momentos, o leitor pode ter dificuldades de se conectar a Pat devido à sua insistência nos exercícios e à sua insistência em defender e tentar de todo o jeito agradar sua esposa. Creio que o livro pode ser descrito como uma montanha-russa com altos e baixos, pois assim acontece com as emoções do leitor e com o humor de Pat também. Ora Pat está sendo gentil, ora está descontrolado e impulsivo.

Quando corro, eu sempre finjo que estou correndo em direção a Nikki, e isso me dá a impressão de que estou diminuindo o tempo que terei de esperar para vê-la novamente. (pág. 21)

Achei muito legal o fato de o personagem ter este poder de fazer o leitor se sentir de diversas maneiras em relação à sua trajetória no livro. Mas é esperado isto, uma vez que o próprio protagonista está confuso. O autor soube levar muito bem o livro, deixando os mistérios mais importantes para o final mas ao mesmo tempo sem deixar que a leitura se tornasse maçante. Pat faz amizades, tenta se aproximar de seu pai, frequenta jogos de futebol americano dos Eagles, e devagar vai retomando algumas atividades que as pessoas normalmente fazem. Então, claramente, o livro não aborda apenas sobre a tentativa de Pat de reconciliar com Nikki, mas também de como é a sua volta do hospital psiquiátrico para o “mundo”.
Devo dizer que houve algumas cenas que pareciam se repetir muito para mim, que é o caso das cenas dos jogos de futebol americano. Apesar de não conhecer muito sobre o esporte, achei que foi legal o fato de o autor colocar algo que ligasse Pat ao seu irmão, ao pai, e às suas novas amizades.
Enfim, o livro é incrível! É dramático, mas ao mesmo tempo tem muita esperança - esta característica marcante do Pat, presente em quase todas as páginas do livro. O esforço do personagem, sua visão de que a vida é como um filme – com direito a final feliz -, é tudo muito comovente e encantador. Um livro indicado para todo tipo de leitor que se dê a chance de conhecer este personagem maravilhoso que se revela um verdadeiro lutador.